Neste dia 26 de abril, acontece o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta doença que tem acometido cerca de 30 milhões de brasileiros, de todas as faixas etárias e gêneros com a Dra Marise Tinoco.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica com alta prevalência na população brasileira e mundial, com elevado custo econômico-social, principalmente em decorrência das suas complicações.
Estima-se que exista cerca de 1 bilhão de indivíduos hipertensos no mundo. A probabilidade de um indivíduo apresentar hipertensão arterial ao longo de sua vida é de aproximadamente 90%. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, aumentando o risco de desenvolvimento de insuficiência coronária, insuficiência cardíaca,
acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal crônica, que leva muitos indivíduos a terem que se submeter a fazer hemodiálise.
As causas da hipertensão são variadas e muitas pessoas nem sabem que são hipertensas. Isso é ruim, porque elas ficam mais sujeitas em situações de estresse a ter sua pressão arterial mais elevada ainda, já que não estão em tratamento.
O tratamento da hipertensão arterial inclui além das medicações necessárias para cada caso, as chamadas mudanças de estilo de vida como: controle do peso, atividades físicas regulares pois diminuem o estresse psicoemocional e evitar o fumo e álcool em excesso.
Hoje, diante de uma vida mais corrida, é muito comum as pessoas procurarem praticidade para se alimentar e, geralmente, sobra pouco tempo para exercício. Infelizmente, o alto consumo de alimentos processados tem contribuído muito para a HAS aparecer cada vez mais cedo.
Na prática, precisaríamos consumir apenas 1,5 g de sal por dia, mas, geralmente, as pessoas ingerem o dobro disso, o que equivaleria a uma colher e meia de chá. Já existe uma grande mobilização dos órgãos internacionais, como o FDA nos Estados Unidos, para sensibilizar a população com relação à prevenção das doenças cardiovasculares, principalmente a HAS. É um trabalho difícil e de conscientização, mas é possível vivermos mais e melhor.
Então, como reduzir o sal da nossa alimentação?
Escolha alimentos e condimentos com baixa ou reduzida quantidade de sódio ou sem adição de sal.
Evite, ao máximo, alimentos processados ou muito industrializados.
Opte por legumes e verduras frescos.
Use carnes frescas no lugar de defumadas ou enlatadas.
Reduza o consumo de alimentos embutidos (mortadela, salsicha, presunto), bacon, alimentos em conserva (picles, patês, azeitonas) e condimentos (mostarda, ketchup, molho shoyu, molho barbecue).
Evite salgadinhos para aperitivo como batata frita, amendoim salgado, cajuzinho, etc;
Evite o uso de saleiro à mesa, isso faz com que você fique mais tentado a colocar mais sal no alimento já preparado.
Cuidados com o consumo do álcool
As bebidas alcoólicas elevam a pressão arterial. Portanto, a redução do consumo de álcool é eficaz para diminuir a pressão arterial e pode prevenir a pressão alta. As bebidas alcoólicas, em grande quantidade, podem aumentar os efeitos dos remédios que diminuem a pressão, reduzindo-a exageradamente.
Que alternativas podemos usar para a comida ficar temperada sem ficar salgada?
Uma das alternativas é o sal light, que é composto por 50% de cloreto de sódio (NaCl) e 50% de cloreto de potássio (KCl), ou seja, uma porção de Sódio foi substituída por Potássio.
O sal light pode ser consumido por qualquer pessoa, mesmo que ela não seja hipertensa. Desta forma, tem-se a prevenção para o não aparecimento da doença e o sabor dos alimentos não vai ficar prejudicado. Aliada ao uso do sal light, você pode usar a criatividade e dar um toque diferente na sua comida com o uso das ervas. As ervas são usadas de acordo com o tipo de prato (carnes, peixes ou legumes). Elas incrementam o sabor sem trazer prejuízo ao paladar e à saúde.
Outra opção é o sal marinho. Este sal, contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. O seu conteúdo mineral dá-lhe um sabor diferente daquele do sal de mesa obtido a partir do sal de rocha ou sal-gema. A vantagem do sal marinho, além do seu processo conservar mais minerais, é que bastam pequenas quantidades para se temperar a comida. Sabe-se também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto. Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar.
O sal grosso, já tem seu uso mais tradicional para churrascos e alguns preparos de peixe. Não é adequado para o dia-a-dia da culinária e também deve ser usado com moderação, de maneira a deixar a carne saborosa e não salgada.
Dra Marise Tinoco
Endocrinologia e Geriatria
CRM 5258210-1
Tel: 2226-5600 / 2492-1952
Email: marise.tinoco@hotmail.com