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Cachaças
O Ranking Playboy da Cachaça
A boa e velha cachaça, há algum tempo, deixou de ser uma bebida sem valor. Com admiradores pelo mundo afora, ela já tem até legislação específica. No Brasil, entre cachaças artesanais e industriais, já são mais de 5 mil marcas de cachaça legalizadas e uma produção de cerca de 1,4 bilhão de litros ao ano.

O Ranking Playboy, realizado com 13 jurados renomados no mercado de cachaças, avaliou as 20 melhores cachaças do Brasil. Estes foram os Jurados:

Marcelo Câmara - degustador profissional e autor do livro "Cachaça - Prazer Brasileiro"
João Bosco Faria - doutor e pesquisador em química de destilados pela Unesp e Unicamp
Erwin Weimann - Químico e mestre-cervejeiro, autor do livro Cachaça: a Bebida Brasileira
Maria José Miranda - Diretora da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que coordena o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Cachaça ou Caninha
Paulo Magoulas - Jornalista, publicitário e presidente da Academia Brasileira da Cachaça
Cláudia Fernandes - Cachaciére e presidente da Confraria do Copo Furado
Maurício Maia - Presta assessoria e consultoria especializada para cachaçarias
Ronaldo Ribeiro - Repórter da revista National Geographic, autor de reportagens sobre Anísio Santiago
Celso Nogueira - Especialista em destilados e palestrante sobre harmonização de cachaça e charutos
Marco Antônio Mariano - Comanda a cachaçaria paulistana Consulado da Cachaça
Sérgio Arno - Dono da Universidade da Cachaça (SP) e colecionador com mais de 1.600 garrafas
Moacyr Luz - Músico apaixonado por cachaça
Marion Brasil - Cachaciére carioca responsável pela carta de diversas cachaçarias do Rio de Janeiro

E os três primeiros lugares foram:

Líder, a mineira Vale Verde recebeu a definição de "correta em todos os sentidos". Produzida na fazenda e parque ecológico Vale Verde, a aguardente é equilibrada, encorpada e madura. Segundo os produtores, suas técnicas de fermentação e destilação foram baseadas naquelas praticadas na Europa para fabricação de whiskies. Isso proporciona um produto final equilibrado, estável, pronto. Envelhecida por três anos em tonéis de carvalho, obtem a cor dourada e o buquê marcante de madeira e é, justamente, esse envelhecimento que garante o equilíbrio da bebida. Além disso, a Vale Verde tem a melhor relação custo-benefício: uma garrafa custa, em média, 30 reais.

A medalha de prata foi para a, também mineira, Anísio Santiago. Considerada um mito e não uma cachaça, ela é forte, com cheiro de madeira seca, sabor e aroma persistentes.Seu envelhecimento acontece por três anos em bálsamo.
"O segredo de Anísio é a combinação de madeiras diversas. Não é perfeita, é mais uma boa cachaça, um ícone a ser reverenciado", diz Erwin Weimann.

E o bronze ficou com uma prima mineirinha da Anísio, a Canarinha. A procedência e o sobrenome do produtor são belas credenciais. Produzida em Salinas, a Canarinha é feita por Noé Santiago, sobrinho de Anísio Santiago. É envelhecida por três anos em tonéis de bálsamo, o que lhe confere uma cor suave, amarelinha, e um sabor levemente apimentado.

 
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